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A
Intermediação de Maria Mãe de Deus, e nossa, para nos levar ao
Cordeiro de Deus |
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Ecumenismo e
novo milênio |
PÁGINA INICIAL |
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Dom Orlando
Brandes
Arcebispo de Londrina
Publicado na Folha de Londrina em 04/06/2011 |
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Estamos na semana de
oração pela unidade dos cristãos que antecede a festa de Pentecostes.
Que se apresse o dia da completa união dos que creem em Cristo.
Refletiremos hoje sobre a questão do ecumenismo. Para alguns, a palavra
ecumenismo é ainda muito difícil, mas quer dizer a unidade dos cristãos,
dos que foram batizados e acreditam em Cristo e na Santíssima Trindade
que Ele revelou (Jo. 17, 21). Trata-se da superação das divisões
entre as religiões cristãs. Todo esforço em prol da unidade, é
ecumenismo.
As razões para o esforço pela unidade dos cristãos são muitas, a saber a
vontade de Deus, o mandato de Jesus (Jo. 17, 21), o Concílio
Vaticano II, o testemunho de tantos mártires do nosso século em favor da
unidade. É preciso abater o muro da divisão e desconfiança, superar
obstáculos e preconceitos. Este caminho é difícil, mas rico de alegrias.
Não podemos ignorar as divergências doutrinais, as incompreensões, os
equívocos, os preconceitos, a inércia, a indiferença, o insuficiente
conhecimento recíproco, mas o amor, a coragem da verdade e a vontade
sincera de perdão, ajudam a acreditar no ecumenismo.
O empenho ecumênico deve fundar-se na conversão do coração, na oração e
na purificação da memória histórica. A Igreja Católica reconhece e
confessa as fraquezas dos seus filhos, as traições e obstáculos à
unidade, mas ao mesmo tempo reconhece a graça do Senhor e, por isso, o
novo milênio é uma ''hora excepcional'' em prol da unidade. Estamos
vivendo uma ''época ecumênica'' e o compromisso do bispo de Roma, Bento
XVI, em relação ao ecumenismo quer ser um gesto de obediência à Palavra
do Senhor.
Não é possível estarem divididos aqueles que pelo batismo formam um só
corpo. A divisão contradiz a vontade de Deus, é escândalo para o mundo,
prejudica a pregação do evangelho. A Igreja assume o ecumenismo com um
imperativo da consciência cristã e essa esperança da unidade tem sua
fonte na Palavra e na unidade da Trindade. Essas verdades iluminam a
compreensão do coração e o desejo de união, pois foi na hora de sua
paixão que Jesus pediu: ''Pai, que todos sejam um'' (Jo. 17, 21). O
profeta Ezequiel (Ez. 37, 16-28) já aludira à unidade com o símbolo das
duas varas separadas e depois unidas e o evangelho de João (Jo. 11,
51-52) vê na morte de Jesus a razão da unidade: ''Trazer à unidade os
filhos de Deus dispersos''. A carta aos Efésios (Ef. 2, 14-16) acena à
mesma verdade dizendo que o sangue de Cristo; ''destruindo o muro da
iniquidade que os separava''..., isto é, alude à unidade entre o que
estava dividido.
Diante dessas verdades, o ecumenismo não é acessório, nem elemento
secundário na Igreja, pelo contrário, é uma urgência pastoral
fundamentada nas Escrituras e no dever das religiões darem testemunho de
comunhão, reconciliação, unidade e fraternidade para o bem da
humanidade. A comunhão dos cristãos é manifestação da comunhão
trinitária. Acreditar em Cristo é querer a unidade, querer a comunhão
que corresponde ao desígnio eterno do Pai.
Quando se fala em ecumenismo, é preciso lembrar sempre uma verdade
ensinada no Concílio Vaticano II que: ''Fora da Igreja Católica se
encontram elementos de santificação e de verdade, os quais impelem para
a unidade''. Esses elementos de santificação e de verdade estão
presentes nas diferentes comunidades cristãs e constituem a base
objetiva da comunhão. Portanto, a única Igreja de Cristo está presente
nas outras comunidades cristãs através dos elementos de santificação e
de verdade que são: a Sagrada Escritura, o batismo, sendo que alguns têm
o episcopado, a Eucaristia, a devoção a Maria e a oração. Que esta
semana de oração pela unidade, contribua para o crescimento do
ecumenismo. |
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